Unflower, a marca que se tornou mais adulta com o confinamento

Ana Sousa e Joana Braga juntaram-se depois de terminarem a faculdade para criar peças de roupa. A ideia não era fazer uma coleção, mas surgiu o convite do Bloom e o inevitável aconteceu: a Unflower passou a ser uma marca estruturada, com duas apresentações por ano. Mas a evolução não se ficou por aí, nesta edição do Portugal Fashion surgiu uma Unflower bastante mais adulta e interessante.

«Quando a marca surgiu a nossa ideia era que as peças fossem acessíveis a pessoas jovens, na altura tínhamos 22 anos. Queríamos peças que as nossas amigas pudessem comprar e não tivessem de ir à fast fashion, queríamos que fossem produzidas em Portugal, que tivessem um design bonito e que fossem peças únicas, feitas à medida. Acabámos por ficar muito presas nesse universo, mas percebemos que as pessoas que nos compravam as peças eram maioritariamente acima dos 30. Então acabou por surgir a necessidade de mudar a coleção para um público um pouco mais adulto, e criar peças mais intemporais» contam as designers.

Nesta coleção a intemporalidade surge nas cores, nos acabamentos cuidados e na reinvenção dos clássicos, com um especial destaque para o trenchcoat.

Foi também durante a pandemia que aprenderam a reajustar os métodos de trabalho. A pesquisa passou a ser feita em separado por cada membro da dupla, o que obrigou a maior confronto de ideias e ajustes para a coleção final. Um confronto saudável e desafiante que resultou na coleção preferida das designers, até agora.

«Quando estávamos a fazer pesquisa gostávamos de uma coisa mas não avançávamos porque já sabíamos que a outra não ia gostar, e portanto as ideias ficavam pelo caminho. Desta vez não foi tanto assim, apresentámos coisas que queríamos mesmo fazer e chegámos ali a um consenso que nós achamos que é mais divertido assim», revelam.

Quanto ao formato de apresentação em vídeo acreditam que é uma mais-valia para as marcas pequenas. «Em termos de imagem, como marca pequena, foi mais positivo, no sentido em que tivemos mais tempo para fotografar, mais tempo para ter contacto com as modelos e termos o feedback de quem estava lá, que normalmente nunca temos porque é tudo muito rápido».

Veja a entrevista completa no Instagram.

Fotografias: © Portugal Fashion

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